DATA DE PUBLICAÇÃO
23 de março de 2021

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Como funciona o visto para nômades digitais na Europa?

Podemos dizer que os nômades digitais na Europa estão enquadrados como uma nova categoria no mercado de trabalho. Assim sendo, se você deseja entrar em países europeus utilizando esse modelo de atuação, saiba como funciona este visto específico.

Os nômades digitais na Europa fizeram com que, durante algum tempo, muitos países tivessem que quebrar a cabeça para saber como incluí-los em suas políticas de vistos específicos, bem como quais regras específicas deveriam adotar para eles.

Mas, você pode estar se perguntando: “se há o fato de que na grande maioria dos países europeus é possível permanecer por até três meses como turista e sem a necessidade de um visto, por que os nômades digitais na Europa desejam um?” Justamente pelo fato de que o visto de turista não permite que você trabalhe, mesmo que independente e remotamente, ele serve apenas para quem deseja visitar o país e passear.

Então, como permanecer de forma legal um pouquinho mais, caso seja esse o seu desejo? É isso que nós vamos te explicar a seguir!

Mas, quem são os nômades digitais na Europa?

Como mencionamos acima, trata-se daqueles profissionais que trabalham de forma independente e remotamente, uma vez que possuem a autonomia para trabalhar quando e de onde quiserem. Porém, justamente o que faltava era uma legislação para que tudo isso fosse feito de forma legalizada. 

Como é um visto para nômades digitais na Europa?

Os nômades digitais na Europa não podem solicitar um visto para exercer a profissão justamente pelo fato de não terem um trabalho tradicional onde há um contrato com um contratante local.

A princípio, cada país adotou regras próprias para a emissão dos vistos. Alguns deles permitem, por exemplo, que os cidadãos elegíveis se inscrevam on-line, enquanto outros exigem que as pessoas façam a requisição pessoalmente em uma embaixada ou consulado. Portanto, para mais informações sobre vistos e assistência é aconselhável entrar em contato com as autoridades do país no qual pretende permanecer.

Assim sendo, de forma geral, os nômades digitais na Europa recebem uma autorização de viagem legalizando o seu status profissional e assim podem ser contratados, como uma espécie de freelancer, por uma empresa nativa. Além, é claro, da vantagem de poder permanecer por mais tempo. Outro benefício está na facilidade de obtê-lo, uma vez que não há muita burocracia.

Qual a documentação necessária para os nômades digitais na Europa?

Cada local poderá pedir documentos diferentes, mas, antes de mais nada o profissional precisará de:

– Passaporte válido e elegível;

– Comprovação de renda vinda de trabalhos remotos (NF, extratos e recibos bancários);

– Pagamento da taxa de solicitação do visto. 

Além disso, sua elegibilidade dependerá de outros fatores tais como:

– Nacionalidade;
– Histórico de vistos;
– Não ser considerado uma ameaça à segurança do país;
– Não ser considerado uma ameaça para a saúde do país.

Conheça abaixo os países perfeitos para os nômades digitais na Europa devido aos baixos custos do local, a facilidade em se estabelecer, a qualidade de vida e, claro, a facilidade de encontrar boas oportunidades.

Alemanha

Esse foi o primeiro país a criar um visto para nômades digitais na Europa. Na verdade, há dois modelos que também são conhecidos como vistos freiberufler: um para artistas e outro para profissionais. Para conquistá-lo é preciso se registrar no escritório fiscal alemão e enviar a documentação exigida: portfólio, extratos bancários e, em alguns casos, provas de sua especialização.

Estônia

O e-Residency é uma espécie de residência eletrônica, que, através de um cartão de identificação inteligente, permite acessar dados e serviços do mundo inteiro. Com o visto para nômades digitais na Europa, os profissionais que estão no país podem, por apenas 100 euros, permanecer por até um ano, bem como renovar a licença, abrir uma empresa on-line dentro da União Europeia, além de ter uma identidade e conta bancária sem estar fisicamente presente. Muito bacana, não é mesmo?

Mais de 50.000 pessoas de 157 países já se tornaram e-Residency desde o lançamento do programa, em 2014. De acordo com a Work in Estonia, parte do Enterprise Estonia – uma fundação nacional pensada para apoiar o empreendedorismo – o objetivo dele é “atrair profissionais talentosos que podem trabalhar independentemente do lugar e fuso horário – e isso serve tanto para freelancers como para quem trabalha sob contrato para uma empresa”.


França

Há um acordo bilateral entre Brasil e França que permite que os jovens brasileiros de 18 a 30 anos passem até um ano morando legalmente no país com o visto de férias-trabalho, mesmo que não estejam empregados ou matriculados em cursos. Entretanto, é preciso comprovar que há, ao menos, 2.500 euros na conta bancária.

Portugal

Freelancers e empresários podem solicitar facilmente um visto de residente temporário que dá o direito de permanecer no país por mais de um ano. 

Então, se o seu sonho é poder trabalhar de qualquer lugar do mundo, que tal ser um dos nômades digitais na Europa? Conta para gente nos comentários o que acha dessa ideia!

Com informações de: nomadesdigitais.com; etiasvisa.com; whow.com.br; melhoresdestinos.com.br

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