DATA DE PUBLICAÇÃO
22 de setembro de 2020

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Emprego na União Europeia: quais são os requisitos, vistos, e muito mais

Conquistar um emprego na União Europeia é o sonho de muitos. Pensando nisso, se você pensa em conquistar a cidadania e trabalhar por lá, preparamos um post com várias informações sobre quais são os requisitos, os vistos, os contratos e as diferenças que existem. Vem ler, vem! 

Se você pretende conseguir um emprego na União Europeia é importante, antes de mais nada, saber que esse é o maior bloco econômico do mundo, sendo composto por 27 países. São eles:  Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia.

Outra boa notícia é que qualquer pessoa que more em dos países da União Europeia é, automaticamente, um cidadão EU com os mesmos benefícios e deveres. Entre eles conquistar um emprego na União Europeia legalmente.

Só para que você possa ter uma ideia, em 2018, a população da União Europeia alcançou a marca de 513,5 milhões de pessoas. Ou seja, essa é a terceira maior população do mundo, após a China e a Índia. O maior motivo para o aumento deve-se à imigração.

emprego na união europeia

Entretanto, como estamos falando de emprego na União Europeia é legal saber que, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, atualmente, 71% das horas de trabalho são realizadas por pessoas e 29% pelas máquinas, porém haverá uma inversão e até 2025 e mais da metade das funções será automatizada. Já, segundo levantamentos feitos pelo LinkedIn, as profissões mais promissoras estarão ligadas, principalmente, à área da tecnologia.

Ainda segundo pesquisas, os especialistas acreditam que as novas gerações já estão preparadas para as transformações econômicas, tecnológicas e sociais que têm ocorrido, principalmente por prezarem pela experiência, pela curiosidade, pelo novo e pelo conhecimento. E apostam que as carreiras tradicionais continuarão muito parecidas, mas com novas possibilidades, pois haverá uma redescoberta nos formatos. Por isso, para os trabalhadores, a solução será garantir uma formação permanente. Já as empresas devem apostar na requalificação da mão de obra e na inovação.

emprego na união europeia jovens

Quais os tipos de visto para trabalhar no exterior?

Se você pretende conseguir um emprego na União Europeia para crescer profissionalmente saiba que muitos países facilitam o visto de trabalho para atrair mão de obra qualificada, porém os processos ainda são burocráticos. Então, antes de mais nada, esteja ciente da legislação trabalhista, individual, do país escolhido e obtenha a documentação e visto necessários para ficar com a situação regular.

Os nomes e modelos de vistos variam entre os países, mas no geral é possível conseguir o visto de trabalho quando o tempo de permanência for superior a um ano. Em grande parte dos países ele é dado para quem já está com a vaga garantida pela empresa.

emprego na união europeia visto

Dicas bônus para conseguir um Emprego na União Europeia:

Se você for formado e tiver uma “habilidade crítica”, ou seja, uma profissão que esse país, onde você deseja morar realmente precisa. Normalmente, os consulados já possuem uma lista com as profissões que eles mais necessitam e estão realmente procurando naquele país.

Ou então, você também pode procurar, primeiramente, por uma empresa que se enquadre ao seu currículo, e após algumas reuniões, se ela também estiver interessada em você, ela mesma poderá fazer os tramites do visto.

Entretanto, esses são processos mais demorados e burocráticos, portanto, se você não pretende ter uma experiência fixa por muitos anos, procure por trabalhos que te permitam viajar.

Uma das melhores maneiras para conseguir um emprego na união europeia é por meios dos estudos. Em alguns países, o estudante também pode trabalhar fazendo estágios. Além disso é bem comum que as universidades tenham acordos com empresas para facilitar a entrada no mercado de trabalho.  

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Quais os melhores países para se conseguir emprego na União Europeia?

Alemanha

É comum que os brasileiros procurem o país por já possuírem a cidadania, entretanto as belezas do local e o fato de ter várias cidades legais para conhecer também costumam ser motivos de grande procura. Porém é preciso atenção, pois as principais cidades podem ser um pouco caras. Outra dica para facilitar a sua vida é que você fale ao menos o básico do idioma.

Para aqueles que desejam morar no país é importante saber o salário-mínimo alemão seria algo em torno de 1.488 euros. Outra informação relevante é que eles procuram por pessoas que tenham conhecimentos nas áreas de ciências naturais, eletrônica, automobilística, medicamentos e TI. 

Já os certificados de proficiência em alemão, diploma do ensino médio e da faculdade, experiência de trabalho, carta de motivação, além de comprovação de renda no valor de 834 euros mensais, tornam todo o processo para conseguir o visto temporário de seis meses, que permite procurar um emprego, mais fácil.

Após conquistar o trabalho, você poderá mudar para o visto de trabalho Blauekarte, um cartão azul que dura até dois anos. Entretanto, esse emprego tem que ter a soma do salário anual de 47.600 euros. Já o Working Holliday Visa permite que pessoas de 18 a 30 anos possam ir morar na Alemanha pelo período de um ano enquanto trabalham em áreas como agricultura, call center e turismo.
 

Irlanda

A Irlanda é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros por fornecer visto de trabalho inclusive durante os estudos, precisar de mão-de-obra, além de ser um local receptivo e culturalmente aberto.

Lá os vistos de trabalho são Stamp 2 – Visto de estudante com permissão de trabalho que é concedido para cursos de 6 meses ou mais; Stamp 1 – Visto de trabalho que depende de uma proposta de uma empresa estabelecida na Irlanda e Stamp 1G – Visto de Trabalho para recém graduados na Irlanda em cursos acreditados pelo governo irlandês que concede 12 meses de permissão para trabalho.

Entre algumas curiosidades das regras trabalhistas estão as férias, que podem ser tiradas a qualquer momento e quebradas em quantas partes quiser, o horário de funcionamento dos escritórios que é das 9h às 17h, o fato de não haver o 13º e o pagamento que é realizado semanalmente. Já o salário-mínimo, desde o início desse ano é de 10,10 euros por hora, sendo um dos maiores da Europa.

Na Irlanda, devido ao tamanho da população há uma certa carência de mão de obra qualificada, por isso, trabalhar na sua área de formação e especialização é possível. Há ainda alguns segmentos que recebem incentivos por parte do governo. A boa notícia é que a economia do país está crescendo e precisa de muitos profissionais qualificados.

Se a sua profissão se enquadra em uma dessas áreas então suas chances de conquistar um trabalho são grandes: Saúde – Enfermeiro; Marketing- Automação de campanhas e métricas; Tecnologia – Programador Digital e inteligência artificial (IA); Gourmet – Chef de cozinha; Engenharia – todos os seus segmentos.

Portugal

O local tem sido visto como polo tecnológico e um centro promissor para startups. Então, para quem quer conquistar um emprego na União Europeia, mais especificamente em Portugal, é importante saber que conforme o Pordata, Base de Dados Portugal Contemporâneo, 22,1% dos trabalhadores portugueses ganham o salário-mínimo, geralmente em cargos sem exigências acadêmicas ou técnicas, mas, infelizmente, ele é um dos mais baixos da União Europeia, sendo 635€.

Se você ainda não possui a dupla cidadania precisará solicitar um visto de trabalho: Visto D1 (Trabalho); Visto D3 (Trabalho Altamente Qualificado); Visto D2 (Empreendedor); Startup Visa ou Golden Visa.

Diferentemente do Brasil, em Portugal não é comum o regime CLT, lá eles têm a prática de fazer um contrato entre a empresa e o funcionário. O mais comum é o chamado “contrato termo certo”, que geralmente é feito por um período de seis meses, pode ser renovado automaticamente até quatro vezes e a demissão pode ser feita a qualquer momento. Passado esse período, você pode ser contratado com o “Contrato sem termo”, que lhe dá garantias de não ser demitido sem uma justa causa ou aviso prévio e é necessário um comum acordo entre empregador e empregado.

Ainda segundo o Glassdoor outros bons países para conquistar um emprego na União Europeia são a Estônia, Áustria, Dinamarca e Suíça. 

E aí, conseguiu tirar algumas dúvidas sobre emprego na União Europeia? Conta para gente nos comentários qual seria o seu destino se um dia for trabalhar por lá ou se tiver alguma dica também que gostaria de compartilhar com a gente!

Com informações de: 
consuladoportugalsp.org.br; brasilescola.uol.com.br; 
intercambioeviagem.com.br; nacionalidadeportuguesa.com.br; youtube.com

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